O sistema Linux é um software livre de código aberto, lançado em 1995. Desde então se tornou um sistema conhecido, utilizado principalmente por empresas, para proteger dados de servidores e data centers.
Mas também pode ser utilizado por usuários domésticos, como alternativa à outros sistemas operacionais existentes, e uma vantagem que deve ser observado, é que desenvolvedores e engenheiros podem utilizar o código-fonte do sistema, implantando melhorias e corrigindo erros e até criar seu próprio S.O., as famosas Distribuições Linux.
Os processadores são componentes de hardware que fazem todo o processamento e cálculos aritméticas. É a cabeça do computador, e sem ele, nada irá funcionar.
A arquitetura de 32 bits foi implantada pela primeira vez na década de 1960 em computadores da IBM, e implantado no primeiro computador pessoal em meados da década de 1985, tendo o seu auge na década de 1990 com a evolução do hardware, com o boom da Internet, com o lançamento do Windows 95 e o barateamento dos computadores pessoais e seus componentes.
O Linux foi lançado em 1991, ainda com o crescimento da arquitetura 32 bits, e as primeiras distribuições vinham com a escrita em 32 bits, e também pegou na onda da fama dessa arquitetura, surgindo diversas distribuições ao decorrer das décadas de 1990 e 2000.
O Linux sempre foi uma alternativa para as empresas, que não queriam ter custos elevados com soluções operacionais (O Linux é um sistema de código aberto e software livre) e para usuários domésticos que fugiam dos altos requisitos de hardware que o Windows (a partir do da versão Vista) e o Mac OS (a partir do Mac OS X) exigiam.
E hoje em 2017, a arquitetura de 32 bits caiu em desuso, com a evolução da tecnologia, do hardware, e com o surgimento da arquitetura de 64 bits. E com isso, o Linux está abrindo mão do suporte para essa arquitetura.
As desenvolvedoras que fazem seus S.O.s baseados no Linux estão aos poucos deixando a arquitetura de 32 bits de lado e deixando o suporte e desenvolvimento apenas para arquiteturas de 64 bits, e isso mexeu com a comunidade Linux.
Tudo isso começou em 2015, com o anúncio de várias distribuições Linux informando que encerrará o suporte para 32 bits e o gatilho foi o Google, que encerrou o suporte do Google Chrome para Linux 32 bits.
As distribuições Linux veem que a arquitetura de 32 bits ficou ultrapassada e com isso não devem fornecer mais suporte, obrigando o os usuários de PC com arquitetura de 32 bits a atualizarem o hardware do seu PC. Arch Linux e Ubuntu são exemplos de distribuições Linux que não irão fornecer mais suporte para as arquiteturas de 32 bits.
Com essa tomada de decisão, será que isso se tornará uma realidade e que outras empresas vão tomar o mesmo caminho?
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